Pneus de ônibus: calibragem, rodízio e recapagem
Depois do diesel, o pneu é um dos maiores custos da frota de ônibus. E é o mais fácil de desperdiçar: um pneu mal calibrado gasta antes da hora, consome mais combustível e coloca o passageiro em risco.
Calibragem: o ajuste que se paga
Pneu abaixo da pressão esquenta, desgasta as bordas e aumenta o consumo de diesel — e, num ônibus carregado, aumenta o risco de estouro. Acima, desgasta o centro e reduz aderência. A pressão certa é a que o fabricante indica para a carga — e ônibus varia muito de peso entre vazio e lotado.
Rodízio: desgaste parelho, vida mais longa
Dianteiros, tração e do eixo traseiro desgastam diferente. O rodízio nos intervalos certos espalha o desgaste e faz o jogo durar mais. Sem rodízio, uns acabam muito antes dos outros.
Recapagem: economia de verdade (com critério)
Pneu de ônibus tem carcaça reforçada e permite recapagem — reaproveitar a carcaça com nova banda de rodagem por uma fração do preço de um pneu novo. Feita em recapadora séria e na carcaça em bom estado, é uma das maiores economias da frota. A chave é cuidar da carcaça (calibragem e inspeção) pra ela chegar recapável.
O que inspecionar
- Profundidade dos sulcos (careca = risco e infração).
- Desgaste irregular — sinal de alinhamento, suspensão ou pressão errada.
- Cortes, bolhas e objetos cravados.
- Idade e número de recapagens da carcaça.
Acompanhe por ônibus
Registrar calibragem, rodízio, recapagem e troca por veículo mostra quais ônibus "comem" pneu — e por quê. Um lembrete semanal de calibragem já corta boa parte do desperdício.
Lembrete de calibragem, gasto sob controle
O BusFrota avisa quais pneus calibrar e registra trocas, rodízios e recapagens por ônibus. Menos desgaste, menos diesel, mais segurança.
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